O valor da Greyhound Lines Inc, uma companhia de ônibus que realiza transporte dentro dos Estados Unidos, caiu drasticamente devido às políticas anti-imigrantes adotadas pela administração Trump na fronteira do país com o México.

Executivos da FirstGroup, empresa-mãe da Greyhound, disseram que o valor caiu cerca de US $ 156 milhões devido à redução da imigração através da fronteira sul do país.

Anteriormente, os imigrantes que atravessavam à fronteira através de um posto de controle ou ilegalmente, eram liberados. Eles usavam os serviços da empresa para se locomover para o interior do país. Isso porque o preço das passagens de ônibus é muito mais barato do que de companhias aéreas.

Mas com as novas regras imposta pela administração Trump isso mudou. Os imigrantes que são detidos na fronteira, sem autorização para entrar os EUA, são enviados de volta para o México através de algumas políticas que foram implementadas após o início da pandemia do novo coronavírus.

Entre estas políticas, estão a de Permaneça no Méxcio, acordo com a América Central e a ordem “Capítulo 42”, que usa regras do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês) para impedir a entrada de pessoas.

“No final de 2019 até o início de 2020, o fluxo de imigrantes saindo do México para os EUA era muito alto”, disse Ryan Mangold. “As medidas anti-imigrantes de Donald Trump e o muro que ele deseja construir através da fronteira com o México reduziu drasticamente a entrada de imigrantes”, continuou.

Mas não foi apenas a empresa de ônibus que foi prejudicada por estas medidas. A Western Union lucra diretamente com a imigração ilegal ou legal, porque sua base de clientes aumenta à medida que mais estrangeiros entram no país.

Através dela, os milhões de imigrantes enviam dinheiro para seus familiares nos países de origem.

De acordo com dados divulgados pelas autoridades, no ano passado, foram enviados cerca de US $ 103 bilhões em remessas. Os críticos afirmam que este dinheiro não é tributado e que ele sai da economia dos EUA e acaba na América Central, do Sul, México, China e Índia.