Considerada a “Enfermeira da Semana”, Danielle Fenn entende o papel vital da comunicação na enfermagem. Ela, uma enfermeira do Dartmouth-Hitchcock Medical Center no Líbano, New Hampshire, é natural do Brasil e, durante a crise do COVID-19, usou seu conhecimento de português para tornar o espaço hospitalar mais convidativo para pacientes com o novo coronavírus que não falam inglês.

Ela morava na Alemanha antes de se mudar para os Estados Unidos, em 2004, para estar com seu falecido marido e treinar para se tornar enfermeira. Agora, suas raízes internacionais estão desempenhando um papel fundamental no cuidado de seus pacientes.

Tudo começou quando um colega lhe disse que o hospital "estava recebendo um paciente com COVID-19 que era do Brasil e não falava muito bem o idioma inglês”. Eles tiveram problemas para se comunicar com ele e isso o deixou assustado.

A brasileira se aproximou para acalmar o homem assustado enquanto ela “o guiava através de perguntas simples e lhe deu meu número de telefone celular. “Eu disse a ele se se precisasse de algo para só me ligar”, fala ressaltando que também deixou uma mensagem amigável de “bom dia”, em português, para cumprimentar o paciente na manhã seguinte.

O efeito positivo a inspirou a procurar outras pessoas que não falavam inglês e que estavam sendo tratadas no hopistal. “Eu desenvolvi um relacionamento com eles e decidi criar sinais no hospital para ajudar outros pacientes e profissionais de saúde”, explicou.

Como muitas enfermeiras, a dedicação da brasileira à profissão foi reforçada pela experiência pessoal como cuidadora; nesse caso, o paciente foi seu falecido marido. “Prometi a mim mesmo que, se alguém que precisasse de meus cuidados ou alguém querido precisasse de algo, eu estaria lá. Mal sabia eu que seria meu marido”, lembra.

Ela conta que seu marido foi diagnosticado com câncer cerebral terminal e foram momentos muito difíceis. “Nossos filhos tinham entre 5 e 3 anos”, fala. “Foi definitivamente o momento mais difícil”, continuou.

Sua perda não conseguiu diminuir seu entusiasmo por cuidar das pessoas. “Mas ainda assim, ser enfermeira é minha paixão. Adoro entrar e ser capaz de colocar um sorriso no rosto dos pacientes”, afirmou.

Agora, mesmo nos dias de folga, ela continua a ajudar outras pessoas, reservando tempo para costurar máscaras para seus colegas do hospital. "Meus heróis são todos os meus colegas de trabalho, desde executivos a serviços gerais", disse ela. "Todo mundo realmente se esforçou para se unir como uma equipe para fornecer o melhor atendimento possível". (Com informações da ABC News)

Danielle com suas colegas enfermeiras e um paciente no Darmouth Hitchcock Medical Center