O presidente da China, Xi Jinping, promulgou nesta terça-feira (30/6) a lei sobre “segurança nacional” para Hong Kong, preparando o terreno para as mudanças mais radicais no estilo de vida. A lei é considerada uma forma de silenciar a oposição e minar a autonomia da ex-colônia britânica.

“Isso marca o fim da Hong Kong que o mundo conheceu antes”; “a partir de agora, Hong kong entra em uma nova era de reinado de terror, assim como o período do Terror Branco de Taiwan na história, com processos arbitrários, prisões negras, julgamentos secretos, confissões forçadas, repressão da mídia e censura política”, disse Joshua Wong, Secretário-Geral do grupo pró-democracia Demosistō .

Wong aponta também que “com poderes amplos e leis mal definidas, a cidade se tornará um ‘secret police state’. Os ‘Hong Kong Protesters’ agora enfrentam grandes possibilidades de serem extraditados para os tribunais da China para julgamentos e sentenças de prisão perpétua”.

A lei aproxima Pequim ainda mais de uma rota de colisão com os Estados Unidos (EUA), o Reino Unido e outros governos ocidentais, que disseram que a lei afeta o alto grau de autonomia que a cidade recebeu na transferência de 1º de julho de 1997.

Os EUA, já em atrito com a China, por causa do comércio do Mar do Sul da China e do novo coronavírus, começaram a eliminar o tratamento diferenciado de Hong Kong, contemplado na lei norte-americana na segunda-feira (29/6), suspendendo exportações de defesa e restringindo o acesso à tecnologia. A China disse que retaliará.

A líder de Hong Kong, Carrie Lam, falou por videoconferência com o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, e fez um apelo à comunidade internacional para “respeitar o direito do país de salvaguardar a segurança nacional”.

Ela disse que a lei, que deve entrar em vigor de imediato, não minará a autonomia ou o Judiciário independente da cidade.

Autoridades de Pequim e Hong Kong vêm repetindo que a legislação visa alguns “arruaceiros” e que não afetará direitos e liberdades, nem os interesses dos investidores.

A lei pode passar por um teste precoce, já que ativistas e políticos pró-democracia dizem que, apesar das restrições do novo coronavírus, desafiarão uma proibição da polícia e farão uma manifestação no aniversário da transferência, nesta quarta-feira, 1º de julho.

Em contraste, dezenas de apoiadores de Pequim estouraram rolhas de champanhe e acenaram com bandeiras chinesas diante da sede do governo para comemorar.

[End of Hong Kong, Beginning of Reign of Terror]

1. has just passed the sweeping . It marks the end of Hong Kong that the world knew before.

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[End of Hong Kong, Beginning of Reign of Terror]

1. has just passed the sweeping . It marks the end of Hong Kong that the world knew before.

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2. From now on, enters a new era of reign of terror, just like ’s White Terror period in history, with arbitrary prosecutions, black jails, secret trials, forced confessions, media clampdowns and political censorship.

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2. From now on, enters a new era of reign of terror, just like ’s White Terror period in history, with arbitrary prosecutions, black jails, secret trials, forced confessions, media clampdowns and political censorship.

3. With sweeping powers and ill-defined law, the city will turn into a . now face high possibilities of being extradited to China’s courts for trials and life sentences.

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3. With sweeping powers and ill-defined law, the city will turn into a . now face high possibilities of being extradited to China’s courts for trials and life sentences.

4. However, even under the ill wind of ’s direct authoritarian rule, will continue to fight for our freedoms and democracy for the city’s next generations. When justice fails, our fight goes on.

Photo: Lam Yik Fei

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